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Policiais

Polícia Civil investiga grupo suspeito de roubo e lavagem de dinheiro de defensivos agrícolas 

Autoridades cumpriram mandado de busca e apreensão em Uberaba, no Triângulo Mineiro

Lorena Teixeira2026-06-18Fonte: Polícia Civil
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) iniciou a segunda fase da Operação Glifosato com o objetivo de aprofundar as investigações contra uma organização criminosa especializada em roubos, furtos, receptação de defensivos agrícolas e lavagem de dinheiro. 

Na ação, policiais cumpriram mandado de busca e apreensão em Uberaba, no Triângulo Mineiro, expedido contra uma mulher de 29 anos, investigada por envolvimento no esquema. Foram apreendidos celulares e documentos que serão analisados.

Segundo as investigações, a suspeita seria companheira de um dos integrantes do grupo e teria atuado como “laranja” em movimentações financeiras vinculadas à organização criminosa. Ela teria movimentado mais de um milhão ao longo de três anos.

Em 2024, a primeira fase da operação resultou na prisão de 26 suspeitos, na apreensão de 69 veículos, 32 imóveis e no bloqueio de milhões de reais em bens e valores. Com o avanço das apurações, um inquérito foi instaurado para identificar outros integrantes.

Roubo Triângulo Mineiro 

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Rurais em Uberaba. As apurações tiveram início após um roubo registrado em 14 de fevereiro de 2022, na rodovia MGC-646, em Sacramento, no Triângulo Mineiro. 

Na ocasião, dois trabalhadores transportavam cerca de cinco mil litros de defensivos agrícolas, avaliados em R$ 200 mil, quando foram interceptados por criminosos. Um dos suspeitos chegou a efetuar um disparo de arma de fogo e levou toda a carga.

Poucos dias depois, o caminhão foi localizado em um galpão em Uberaba. A partir da recuperação, a Polícia Civil identificou os envolvidos, apontados como integrantes de uma organização criminosa com atuação em diferentes regiões de Minas Gerais.

A corporação também revelou um esquema estruturado de crimes patrimoniais e ocultação de recursos ilícitos. De acordo com os levantamentos, o grupo pode ter movimentado cerca de R$ 166 milhões entre 2019 e 2022, provenientes de atividades criminosas.