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Policiais

Suspeito é preso após espalhar santinhos falsos durante eleição em Patos de Minas

Voluntários percorreram diferentes locais de votação para recolher santinho pela cidade

Lorena Teixeira2026-10-05Fonte: NTV
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Um homem foi preso pela Polícia Militar, suspeito de espalhar santinhos falsos nas proximidades de locais de votação em Patos de Minas. Segundo a campanha de Lud Falcão, o material utilizava indevidamente o CNPJ da candidatura e não havia sido autorizado pela equipe.

A assessoria da candidata informou que os impressos foram confeccionados e distribuídos sem qualquer participação, autorização, anuência ou consentimento dos responsáveis pela campanha. Voluntários percorreram diferentes locais de votação para recolher os santinhos e realizar a limpeza. 

Colinha 

Além do nome de Lud Falcão, reeleita deputada estadual com mais de 159 mil votos, a chamada “colinha” também apresentava nomes de outros candidatos. Entre eles estava Ronaldo Tannús, candidato a deputado federal de Uberlândia, que recebeu 463 votos em Patos de Minas. 

O material também trazia os nomes dos candidatos ao Senado, como o de Marcelo Aro, que recebeu 16.496 votos em Patos de Minas, e Carlin Moura, com 668 votos no município. Para o Governo de Minas, aparecia ainda o nome de Cleitinho, que obteve 67.990 votos na cidade patense.

Prisão

A Polícia Militar mobilizou cerca de 700 policiais para atuar durante a eleição. Segundo a corporação, o trabalho de identificação do veículo utilizado pelo suspeito para espalhar os santinhos contou com o apoio do sistema de videomonitoramento, o Olho Vivo, instalado pelo município. 

O suspeito foi localizado e preso no fim da noite de domingo (4), sendo encaminhado para a Delegacia de Plantão da Polícia Civil. Ainda de acordo com informações, o homem teria recebido dois pagamentos de R$ 400 para realizar o serviço de espalhar os santinhos nos locais de votação.

Agora, o caso deverá ser investigado pelas autoridades para apurar a origem do material, quem teria contratado o suspeito e as circunstâncias envolvendo a utilização do CNPJ da candidatura. A identidade do indivíduo não foi divulgada e, por isso, não foi possível localizar a defesa dele.