Suspeito é preso após espalhar santinhos falsos durante eleição em Patos de Minas
Voluntários percorreram diferentes locais de votação para recolher santinho pela cidade

Um homem foi preso pela Polícia Militar, suspeito de espalhar santinhos falsos nas proximidades de locais de votação em Patos de Minas. Segundo a campanha de Lud Falcão, o material utilizava indevidamente o CNPJ da candidatura e não havia sido autorizado pela equipe.
A assessoria da candidata informou que os impressos foram confeccionados e distribuídos sem qualquer participação, autorização, anuência ou consentimento dos responsáveis pela campanha. Voluntários percorreram diferentes locais de votação para recolher os santinhos e realizar a limpeza.
Colinha
Além do nome de Lud Falcão, reeleita deputada estadual com mais de 159 mil votos, a chamada “colinha” também apresentava nomes de outros candidatos. Entre eles estava Ronaldo Tannús, candidato a deputado federal de Uberlândia, que recebeu 463 votos em Patos de Minas.
O material também trazia os nomes dos candidatos ao Senado, como o de Marcelo Aro, que recebeu 16.496 votos em Patos de Minas, e Carlin Moura, com 668 votos no município. Para o Governo de Minas, aparecia ainda o nome de Cleitinho, que obteve 67.990 votos na cidade patense.
Prisão
A Polícia Militar mobilizou cerca de 700 policiais para atuar durante a eleição. Segundo a corporação, o trabalho de identificação do veículo utilizado pelo suspeito para espalhar os santinhos contou com o apoio do sistema de videomonitoramento, o Olho Vivo, instalado pelo município.
O suspeito foi localizado e preso no fim da noite de domingo (4), sendo encaminhado para a Delegacia de Plantão da Polícia Civil. Ainda de acordo com informações, o homem teria recebido dois pagamentos de R$ 400 para realizar o serviço de espalhar os santinhos nos locais de votação.
Agora, o caso deverá ser investigado pelas autoridades para apurar a origem do material, quem teria contratado o suspeito e as circunstâncias envolvendo a utilização do CNPJ da candidatura. A identidade do indivíduo não foi divulgada e, por isso, não foi possível localizar a defesa dele.
