Casos de hantavirose seguem ocorrendo anualmente em Minas Gerais; especialista descarta relação com navio e reforça transmissão rural
Especialistas reforçam que não existe qualquer relação entre o caso e embarcações ou navios, descartando rumores e destacando que não há motivo para alarmee.
Os casos de hantavirose continuam sendo registrados de forma recorrente em Minas Gerais e em diversas regiões do Brasil. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), do Ministério da Saúde, mostram que o estado contabilizou 210 casos confirmados da doença entre os anos de 2008 e 2024.
Conforme o levantamento, os maiores números foram registrados em 2009 e 2010, com 26 confirmações em cada ano. Já nos anos mais recentes, os registros permaneceram em menor escala, com 10 casos em 2023 e oito em 2024.
Segundo as informações repassadas, os dados de 2025 ainda estão incompletos e, em 2026, apenas um caso havia sido confirmado até o momento. A avaliação é de que o cenário é considerado dentro da normalidade epidemiológica da doença, especialmente porque já se passaram cerca de cinco meses do ano e somente agora houve a primeira confirmação.
Especialistas reforçam que não existe qualquer relação entre o caso e embarcações ou navios, descartando rumores e destacando que não há motivo para alarme. A doença é transmitida principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados.
Os dados do SINAN apontam a seguinte evolução de casos confirmados em Minas Gerais:
* 2008: 18 casos
* 2009: 26 casos
* 2010: 26 casos
* 2011: 17 casos
* 2012: 13 casos
* 2013: 20 casos
* 2014: 13 casos
* 2015: 11 casos
* 2016: 14 casos
* 2017: 6 casos
* 2018: 8 casos
* 2019: 6 casos
* 2020: 7 casos
* 2021: 4 casos
* 2022: 3 casos
* 2023: 10 casos
* 2024: 8 casos.
