Família questiona atendimento do Samu após idosa com câncer não ser transportada para hospital
Caso levantou questionamentos da família sobre critérios utilizados pela corporação

Uma família de Patos de Minas questiona o atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) a uma idosa que enfrenta um câncer em estágio avançado. Segundo os familiares, a paciente de 70 anos sentiu fortes dores nesta semana e, apesar de ter sido avaliada pela equipe, não foi transportada ao hospital.
De acordo com a neta da paciente, Nathaaty Rodrigues, o socorro teria sido acionado diante do quadro de dor da avó. A equipe compareceu à residência, realizou a avaliação da idosa e, conforme o relato da família, informou que não faria o transporte dela até uma unidade de saúde por apresentar sinais vitais estáveis.
“Eu fui para a casa da minha avó por volta das 17h e ela estava aos berros de dor devido ao câncer nos rins de sete centímetros, que está em estado terminal. Ligamos para o Samu, eles vieram, mas falaram que o caso dela não era emergência. Eles iam esperar ela morrer para recolher o corpo depois?”, questionou Nathaaty.
A decisão gerou indignação entre os familiares, que consideraram que a paciente precisava de atendimento médico diante da intensidade das dores e do quadro de saúde. Sem o transporte, os parentes levaram a idosa por conta própria até a Santa Casa de Misericórdia de Patos de Minas, onde ela recebeu atendimento médico.
“Na hora, ficamos desorientados. Depois, minha tia e o marido dela conseguiram levar minha avó ao hospital de carro. Além da dor, minha avó sentiu a humilhação de não ter sido acolhida. Eles simplesmente a deixaram sem se importar se ela estava sentindo dor”, ressaltou a neta.
O caso levantou questionamentos da própria família sobre os critérios utilizados pela corporação para definir a necessidade de transporte de pacientes até unidades hospitalares. A reportagem procurou o Samu para esclarecer os procedimentos e critérios utilizados para a realização do transporte e aguarda resposta.
