Minas Gerais mantém nível de alerta para casos graves de doenças respiratórias
Fiocruz aponta tendência de queda da SRAG no estado, mas casos graves por VSR continuam altos e influenza B desacelera.

Minas Gerais apresenta sinal de queda nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), mas o estado ainda está entre as unidades da Federação com nível de incidência em alerta, risco ou alto risco. Os dados são do Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com informações referentes à semana epidemiológica de 9 a 15 de agosto.
De acordo com a análise, a tendência de redução é observada tanto no período de longo prazo, considerando as últimas seis semanas, quanto no curto prazo, que leva em conta as últimas três semanas.
Apesar da melhora, a situação ainda exige atenção em Minas Gerais. Os casos graves provocados pelo vírus sincicial respiratório (VSR) continuam em níveis elevados no estado, mesmo com a tendência de queda observada no país.
O VSR é um dos principais responsáveis por infecções respiratórias graves, principalmente entre bebês e crianças pequenas. Segundo a Fiocruz, a redução dos casos de SRAG entre crianças de até quatro anos no país está relacionada principalmente à diminuição das hospitalizações provocadas pelo VSR.
Influenza B apresenta desaceleração em Minas
Outro ponto destacado pelo levantamento é o comportamento da influenza B. Os casos graves continuam aumentando no Rio Grande do Sul, mas apresentam sinais de desaceleração do crescimento em Minas Gerais e no Espírito Santo.
No cenário nacional, a influenza A correspondeu a 5,1% dos casos positivos de SRAG nas últimas quatro semanas epidemiológicas, enquanto a influenza B representou 9,7%. O VSR foi responsável por 44,6%, seguido pelo rinovírus, com 32,5%, e pelo coronavírus, com 1,8%.
Belo Horizonte também está em alerta
A capital mineira também aparece entre as capitais brasileiras com nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco.
Belo Horizonte, porém, não apresenta sinal de crescimento na tendência de longo prazo. A capital está no grupo que inclui Florianópolis e São Luís, que permanecem em níveis de atenção, mas sem indicação de aumento sustentado dos casos nas últimas seis semanas.
Vacinação é principal forma de prevenção
A Fiocruz reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção contra casos graves e mortes provocados pelos principais vírus respiratórios associados à SRAG, como influenza, VSR e Covid-19.
A recomendação também é manter cuidados em ambientes de saúde, locais fechados e com aglomeração. O uso de máscara nesses espaços, a higienização frequente das mãos e o isolamento de pessoas com sintomas de gripe ou resfriado são medidas indicadas para reduzir a transmissão.
Caso a pessoa apresente sintomas e não consiga permanecer em isolamento, a orientação é sair de casa utilizando uma máscara de boa qualidade.
Cenário nacional
Até a semana epidemiológica 32 de 2026, foram notificados 137.551 casos de SRAG no país. Desse total, 74.214 tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, enquanto 48.040 foram negativos e pelo menos 7.328 ainda aguardavam resultado.
Entre os casos positivos registrados neste ano, o VSR representa 42,2%, seguido pelo rinovírus, com 30,1%, influenza A, com 18,2%, influenza B, com 5,4%, e Sars-CoV-2, com 3,9%.
A incidência de SRAG é maior entre crianças pequenas e está principalmente associada ao VSR. Já a mortalidade é mais elevada entre os idosos, tendo a influenza A como uma das principais causas.
Em relação à Covid-19, a incidência de casos de SRAG permanece baixa em todas as faixas etárias, segundo a atualização do InfoGripe.
