Minas Gerais segue em alerta para casos de síndrome respiratória grave, aponta InfoGripe
Estado está entre os cinco do país com crescimento de casos de SRAG; vírus sincicial respiratório e influenza ainda preocupam especialistas.
Minas Gerais permanece em estado de alerta para os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), de acordo com a nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada nesta quinta-feira (16). O estado está entre as cinco unidades da Federação que apresentam incidência elevada da doença e tendência de crescimento nas últimas seis semanas.
Segundo o levantamento, o aumento dos casos em Minas está relacionado principalmente ao vírus sincicial respiratório (VSR), considerado uma das principais causas de bronquiolite e hospitalizações entre crianças de até 2 anos. Apesar da redução dos casos em boa parte do país, o vírus continua provocando elevado número de internações em território mineiro.
Além do VSR, Minas Gerais também registra níveis elevados de casos graves causados pelo vírus influenza A, mesmo após o período de maior circulação da doença. O boletim aponta ainda que os casos de influenza B continuam em crescimento no estado, reforçando a necessidade de atenção por parte da população e dos serviços de saúde.
No cenário nacional, o InfoGripe indica queda nas internações por SRAG nas últimas semanas. No entanto, Minas Gerais segue ao lado de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul entre os estados que ainda apresentam crescimento da doença.
Os pesquisadores destacam que crianças de até 2 anos continuam sendo o grupo mais afetado pelas infecções respiratórias graves, principalmente pelo vírus sincicial respiratório. Já entre os idosos com 65 anos ou mais, a maior preocupação permanece sendo a influenza A, responsável pelo maior número de mortes relacionadas à SRAG.
Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância de manter medidas de prevenção, como a vacinação contra a gripe, a higienização frequente das mãos, a etiqueta respiratória ao tossir ou espirrar e o uso de máscara por pessoas com sintomas gripais quando precisarem sair de casa.
Em 2026, o Brasil já registrou mais de 115 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Entre os casos com confirmação laboratorial, o vírus sincicial respiratório é o mais frequente, seguido pelo rinovírus, influenza A, influenza B e Covid-19.

