Novos casos de doença de Newcastle em Santa Catarina ainda não afetam mercado brasileiro de frango
Segundo o Cepea, queda nas cotações está relacionada à redução da demanda no fim do mês. Restrições de importação seguem em vigor em alguns países.

A confirmação de mais dois casos da doença de Newcastle em Santa Catarina ainda não provocou impactos significativos no mercado brasileiro de carne de frango. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em levantamento divulgado nesta sexta-feira (30).
De acordo com pesquisadores do centro, as pequenas quedas registradas nos preços nos últimos dias estão relacionadas principalmente ao enfraquecimento da demanda, movimento considerado típico do final do mês.
Outro fator observado é que, até o momento, não houve aumento fora do normal na oferta de carne de frango da região Sul destinada ao mercado paulista. O cenário é diferente do registrado durante os impactos da gripe aviária, em 2025.
Apesar da estabilidade no mercado interno, alguns países continuam impondo restrições comerciais aos produtos avícolas brasileiros. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), México e Malásia mantêm a suspensão das importações de produtos avícolas de todo o Brasil.
Já Arábia Saudita, China e Chile restringiram as compras apenas de produtos provenientes de Santa Catarina.
Possíveis impactos no mercado interno
Representantes do setor consultados pelo Cepea avaliam que a continuidade dos embargos ou a adoção de novas restrições por outros países pode provocar mudanças no fluxo das exportações brasileiras.
Caso os produtos que deixarem de ser embarcados não encontrem novos mercados compradores, parte da produção poderá ser direcionada ao mercado interno. Esse aumento da oferta poderia pressionar os preços da carne de frango no país.
Por enquanto, porém, o levantamento aponta que os novos casos da doença de Newcastle ainda não provocaram alterações expressivas no comportamento do mercado brasileiro.
