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Brasil segue como o país que mais mata pessoas trans no mundo

Mesmo com queda no número de assassinatos em 2025, violência contra pessoas transexuais e travestis ainda é considerada alarmante por especialistas

Por: Redação PatosJá

Fonte: NTV/ Isabella Sanches

Publicado em: 9:35 31-01-2026

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Mesmo com queda no número de assassinatos em 2025, violência contra pessoas transexuais e travestis ainda é considerada alarmante por especialistas.

O Brasil continua liderando o ranking mundial de assassinatos de pessoas transexuais e travestis. Em 2025, foram registrados 80 assassinatos, segundo dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). Apesar da redução em relação ao ano anterior, os números seguem preocupando e reforçam a vulnerabilidade dessa população no país.


O levantamento aponta que a maioria das vítimas são travestis e mulheres trans, em sua maioria jovens, negras ou pardas. A violência é mais recorrente na região Nordeste e em estados como Ceará, Minas Gerais e São Paulo.


Desde 2019, a transfobia é considerada crime no Brasil, equiparada ao racismo. No entanto, especialistas alertam que a legislação, por si só, não tem sido suficiente para garantir proteção efetiva às pessoas trans. Para a advogada Kátia Andrade, os dados revelam uma realidade que exige ações mais firmes do poder público e da sociedade.


Para muitas pessoas trans, a violência não começa com a agressão física. Ela se manifesta antes, na rejeição familiar, no preconceito cotidiano, na dificuldade de ter o nome social respeitado e no não reconhecimento da própria identidade. O processo de aceitação ainda é um dos maiores desafios, especialmente em uma sociedade que insiste em tratar a diversidade como exceção, e não como parte da realidade.


A assistente social Samira Antunes destaca que a falta de acolhimento e de políticas públicas eficazes contribui para o isolamento social e aumenta a exposição à violência.


Apesar das barreiras, pessoas trans seguem resistindo, ocupando espaços e lutando por direitos. Especialistas defendem que a transformação passa pela educação, pelo diálogo dentro das famílias, por políticas públicas eficazes e pela garantia de acesso à saúde, ao trabalho e à segurança.


Para o ativista Matheus Castro, dar visibilidade às vivências e às vozes trans é essencial para mudar uma história marcada pela exclusão e pela violência.


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