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Preços do milho recuam após alta, pressionados por ajustes no mercado

Cotações do cereal passam por correção e realização de lucros nesta quinta-feira, enquanto investidores monitoram safra dos EUA, demanda e tensões no Mar Negro.

Luís César2026-08-13Fonte: NTV
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Os preços do milho voltaram a recuar nesta quinta-feira (13) nas bolsas de Chicago e B3, após a forte valorização registrada na sessão anterior. O movimento é associado principalmente à correção técnica e à realização de lucros, com investidores ajustando posições após a reação positiva aos dados do relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Por volta das 12h30, no horário de Brasília, os contratos futuros do milho em Chicago registravam perdas entre 6,75 e 7,25 pontos nos principais vencimentos. O contrato para dezembro era negociado a US$ 4,73 por bushel, enquanto o vencimento de março de 2027 estava em US$ 4,89 por bushel.

Apesar da queda, o mercado ainda acompanha fatores que podem dar sustentação às cotações. Entre eles estão as preocupações com os impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o comércio agrícola no Mar Negro.

Relatos de ataques ucranianos contra estruturas portuárias russas na região aumentaram as preocupações sobre possíveis interrupções nas exportações. O cenário tem dado suporte principalmente aos preços do trigo e, indiretamente, ao milho.

Dessa forma, o recuo observado nesta quinta-feira é interpretado, até o momento, mais como um movimento de ajuste após a alta expressiva do que como uma mudança no cenário de fundamentos que vinha sustentando os preços. Mesmo com as perdas, o cereal permanece em níveis superiores aos registrados antes da reação provocada pelos novos dados de oferta e demanda do USDA.

Os investidores continuam monitorando as condições das lavouras norte-americanas, as estimativas de produtividade e estoques, o comportamento da demanda e os desdobramentos geopolíticos no mercado internacional.

Milho também recua na B3

Na B3, os preços do milho acompanham o movimento negativo observado em Chicago. Por volta das 12h40, os contratos futuros registravam perdas entre 0,4% e 0,6%.

O vencimento de setembro era negociado a R$ 69,86 por saca, enquanto o contrato para março estava em R$ 78,33 por saca.

Além da influência do mercado internacional, as cotações brasileiras são pressionadas pela chegada da segunda safra e por uma liquidez mais contida. Por outro lado, a valorização do dólar oferece algum suporte aos preços e limita a intensidade das perdas na B3.

A moeda norte-americana voltou a subir nesta quinta-feira e se aproximava de R$ 5,18, contribuindo para reduzir a pressão baixista sobre o milho negociado no mercado brasileiro.