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Policiais

Justiça mantém prisão de mulher suspeita de tentar matar faxineira a facadas

Vítima foi atingida por três golpes durante o trabalho em uma residência e recebeu alta hospitalar na segunda-feira (19).

Matheus Borges2026-10-20Fonte: Destaque, Destaque.
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A Justiça manteve a prisão preventiva de Larissa Fonseca da Silva, suspeita de tentar matar uma faxineira com três golpes de faca durante o trabalho em uma residência. A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada por videoconferência no domingo (18).

Segundo os documentos do processo, a vítima foi atingida no tórax, no abdômen e em uma das pernas. Ela foi socorrida em estado grave e chegou a correr risco de morte, mas recebeu alta hospitalar na segunda-feira (19), conforme informações da Polícia Militar e do Hospital Regional de Cambuquira.

O caso é investigado como tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e pelo uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima.

Ataque teria sido motivado por ciúmes

De acordo com o registro da ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para atender ao caso em uma residência na Avenida Virgílio Melo Franco, na região central.

Conforme os relatos registrados no processo, a faxineira realizava a limpeza do imóvel quando pediu passagem à suspeita para continuar o serviço. Após uma discussão, o companheiro da mulher teria intervindo para liberar a passagem.

Instantes depois, a suspeita teria se aproximado por trás e atingido a trabalhadora com três golpes de faca. Uma testemunha relatou aos policiais que o ataque teria sido motivado por ciúmes.

Quando chegaram ao local, os militares encontraram a vítima sentada em um sofá, com sangramento intenso no tórax e no abdômen.

Larissa foi localizada posteriormente na região central. Segundo os documentos da ocorrência, ela carregava uma faca e sacolas plásticas com manchas semelhantes a sangue. Aos policiais, teria confirmado que golpeou a faxineira.

Na delegacia, a suspeita afirmou que agiu para se defender e negou ter tido a intenção de matar a vítima.

Justiça mantém prisão preventiva

O Ministério Público se manifestou a favor da conversão da prisão em flagrante em preventiva. Ao analisar o caso, o juiz César Rodrigo Iotti considerou que havia elementos indicativos da ocorrência do crime e indícios de autoria, além da necessidade de preservar a ordem pública.

A decisão manteve a prisão preventiva da investigada, que permanece à disposição da Justiça. O caso segue em investigação, e a suspeita ainda não foi julgada.