Lapa da Chuva é tombada como patrimônio cultural de Presidente Olegário
Decreto municipal reconhece a importância histórica, cultural e arqueológica do sítio localizado no distrito de Santiago de Minas, garantindo proteção permanente ao local.
A Prefeitura de Presidente Olegário oficializou o tombamento do sítio arqueológico Lapa da Chuva, localizado na zona rural do distrito de Santiago de Minas. A medida foi formalizada por meio do Decreto nº 2.207, publicado em 16 de junho de 2026, e garante proteção legal permanente a um dos mais importantes patrimônios históricos e culturais do município.
Assinado pelo prefeito Rhenys da Silva Cambraia, o decreto reconhece o valor histórico, cultural e arqueológico da área, que passa a integrar oficialmente o Acervo Protegido Municipal. Com a nova condição, qualquer intervenção no local deverá seguir critérios específicos de preservação estabelecidos pelos órgãos competentes.
A decisão atende a uma deliberação do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Presidente Olegário, aprovada em reunião realizada em julho de 2025. O conselho considerou que o sítio arqueológico possui características de grande relevância para a preservação da história, da cultura e da memória do município.
O imóvel onde está localizado o sítio pertence a José Hermógenes Bomtempo, que não apresentou oposição ao processo de tombamento. O decreto também destaca a importância da proteção dos bens culturais, materiais e imateriais, como forma de preservar a identidade e a trajetória histórica da comunidade local.
Patrimônio de valor histórico
O Sítio Arqueológico Lapa da Chuva abriga importantes pinturas rupestres produzidas por povos pré-históricos que habitaram a região há milhares de anos. Os registros, feitos com pigmentos naturais em paredões rochosos, representam um valioso testemunho da ocupação humana no Cerrado mineiro antes da chegada dos colonizadores.
As pinturas apresentam formas geométricas, figuras humanas e possíveis representações de animais, características encontradas em diversos sítios arqueológicos brasileiros. Além do valor histórico e cultural, os vestígios são importantes fontes de pesquisa para arqueólogos e historiadores, contribuindo para a compreensão dos modos de vida, crenças e costumes dos antigos habitantes da região.
Segundo o professor e produtor cultural Rogério Honorio Silva, o tombamento é uma medida essencial para assegurar a preservação do patrimônio cultural, evitando sua destruição ou descaracterização e garantindo sua conservação para as futuras gerações.
O município já havia realizado o inventário cultural da área, considerado o primeiro nível de proteção patrimonial, e desenvolve ações de Educação para o Patrimônio Cultural voltadas à conscientização da população sobre a importância da preservação das pinturas rupestres, da história e da identidade cultural local.
Com o tombamento, a Lapa da Chuva passa a contar com proteção definitiva, fortalecendo as políticas públicas de valorização do patrimônio cultural e contribuindo para a preservação de importantes registros da história regional.
