Samu registra mais de 14 mil ligações e 171 trotes no primeiro semestre em Patos de Minas
Balanço aponta que a maior parte dos atendidos tinha mais de 60 anos

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) divulgou o balanço dos atendimentos realizados em Patos de Minas durante o primeiro semestre deste ano. Ao todo, a central recebeu 14.465 ligações. Os dados mostram o perfil das ocorrências atendidas e reforçam o alerta para os trotes ao 192.
Entre os atendimentos, as ocorrências por causas clínicas lideram o levantamento, com 3.824 registros, o equivalente a 54,23% do total. Na sequência aparecem as causas traumáticas, com 2.126 atendimentos (30,15%), e as ocorrências psiquiátricas, que somaram 694 casos (9,84%).
O balanço aponta que a maior parte dos atendidos tinha mais de 60 anos. Foram 2.446 ocorrências envolvendo essa faixa etária, representando 35,82% do suporte. Pessoas entre 20 e 39 anos somaram 1.858 ocorrências (27,21%). Já a faixa de 40 a 59 anos registrou 1.626 atendimentos (23,81%).
Trotes
Outro dado que preocupa é o número de ligações falsas. No primeiro semestre, o Samu registrou 171 trotes, o equivalente a 1,18% das chamadas recebidas. Apesar de representar uma parcela pequena, a ocorrência pode mobilizar equipes de forma desnecessária e gerar desperdício de recursos.
“Às vezes, chegamos a deslocar o nosso recurso para atender um trote, deixando de atender uma ocorrência que fica em espera de quem realmente precisa de atendimento”, disse o coordenador da Equipe Médica do Samu, Murilo Godinho.
O Samu reforçou que o telefone 192 deve ser acionado apenas em situações de urgência. Ao fazer a ligação, é fundamental informar corretamente o endereço, as condições da vítima e o que aconteceu. Informações precisas ajudam a agilizar o atendimento e podem ser decisivas para salvar vidas.
“Ficamos à disposição 24 horas por dia, passamos por processo de filtragem e ficamos à mercê dos casos de maior gravidade, como acidentes com fratura exposta, sangramentos, falta de ar e perda de consciência. Para isso, precisamos que o acionamento seja direto, com informações claras”, destacou.
