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Cura para Dudu: rumo ao início de tratamento e paciência contra o tempo

Apesar da conquista financeira, tratamento terá que ser adiado por 40 dias, em Dallas

Por: Redação PatosJá

Fonte: NTV - Lorena Teixeira

Publicado em: 19:32 04-03-2026

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Apesar da conquista financeira, tratamento terá que ser adiado por 40 dias, em Dallas

A luta que iniciou no interior de Minas Gerais ganhou força e chegou a Dallas, nos Estados Unidos. A família de Eduardo Amaral, da campanha “Cura para Dudu”, conseguiu arrecadar os fundos necessários para a criança passar por uma terapia genética desenvolvida pela Elpida Therapeutics, organização tecnológica sem fins lucrativos.

Dudu, de apenas três anos, foi diagnosticado com Paralisia Espástica Hereditária Tipo 50 (SPG50), doença genética rara e neurodegenerativa que causa perda de movimentos. Para custear o tratamento de reposição genética, a família mobilizou uma campanha nacional e conseguiu um montante de R$ 18 milhões em junho de 2025, após diversas doações.

Espera

Apesar da conquista financeira, os pais, Débora Amaral e Paulo Amaral, foram informados de que o tratamento, que estava previsto para ocorrer em 14 de março, terá que ser adiado por 40 dias. De acordo com a mãe, a organização explicou que a prorrogação se deve ao fato de que, no início do ano, há diversos ensaios clínicos acontecendo no hospital.

“Começamos a fazer uma bateria de exames com diversos profissionais e ainda temos muitos para fazer. Infelizmente, o hospital precisou adiar a data de receber a medicação. Estamos tentando antecipar a aplicação, mas, até o momento, será em 22 de abril”, disse Débora.

Recuperação

A família está residindo na casa de apoio Ronald McDonald House Of Dallas (RMHD), instituição que oferece hospedagem, refeições e suporte para que pais e responsáveis fiquem juntos e possam focar na saúde da criança que receberá tratamento médico. Os pacientes que já receberam algumas aplicações já tiveram ganhos de aprendizagem.

“A aplicação é feita da mesma forma que uma anestesia 'raqui' no centro cirúrgico. A medicação é aplicada na medula espinhal e ele fica na posição inclinada por um tempo para que a medicação chegue ao cérebro. Depois, ele vai para a sala de recuperação e fica em observação por uma ou duas noites até ser liberado”, explicou a mãe.

O Grupo NTV se solidariza com a força da família no decorrer da maratona para a cura do Dudu. Além disso, ressalta a resiliência e a persistência que Débora e Paulo ainda mantêm e tiveram ao longo de todos os anos de campanha, assim como agora, durante o período de tratamento, para poder oferecer os melhores cuidados e oportunidades ao filho.
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