Operação que mira esquema ligado ao Banco Master cumpre mandado em Minas Gerais
Entre negócios investigados está a aquisição de grande distribuidora de combustíveis

A Operação Crédito Oculto, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro por meio de fundos de investimento e outras estruturas do sistema financeiro, cumpriu um mandado de busca e apreensão em Minas Gerais na quinta-feira (24). A ação é um desdobramento da Operação Carbono Oculto e tem entre os alvos pessoas apontadas como ligadas ao grupo do Banco Master.
A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público e pela Receita Federal. No total, foram cumpridos 27 mandados em sete estados, incluindo Minas Gerais. Cerca de R$ 11,6 bilhões teriam circulado por uma gestora de fundos ligada ao empresário Antônio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro.
Ele é apontado pela Polícia Federal como operador financeiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A apuração identificou estruturas financeiras que teriam sido utilizadas para ocultar a origem dos recursos e os verdadeiros proprietários de empresas. Entre os negócios investigados está a aquisição de uma grande distribuidora de combustíveis.
De acordo com os investigadores, o dinheiro utilizado na operação passou por fundos de investimento e empresas ligadas a pessoas investigadas por envolvimento com o crime organizado. Em determinado período, aproximadamente R$ 120 milhões teriam circulado entre diferentes contas. Em alguns casos, as transações financeiras eram realizadas em poucos minutos.
Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido no município de Betim. Apesar da relação de alguns investigados com o caso Banco Master, a Operação Crédito Oculto não tem ligação direta com a investigação sobre o banco. A nova fase da Carbono Oculto concentra-se na utilização de estruturas financeiras para ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro.
