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Saúde

CPI da Saúde tem bate-boca após Mauri da JL mandar cortar microfone de advogado

Presidente da CPI afirmou que daria voz de prisão caso advogado continuasse a intervir

Lorena Teixeira2026-09-03Fonte: NTV
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O depoimento do ex-presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Alto Paranaíba (CISALP), Fernando Breno, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Câmara Municipal de Patos de Minas, foi marcado por um bate-boca na manhã desta quinta-feira (3). 

A confusão iniciou após o advogado de Fernando Breno tentar intervir na fala do presidente da CPI, Mauri da JL. O dirigente pediu que o microfone do advogado fosse cortado. Segundo ele, o advogado não estava na condição de testemunha e deveria se ater apenas ao serviço de defesa do cliente.

"Vossa Senhoria não pode interferir na minha palavra. Corta a palavra do advogado, por favor. Vossa Senhoria pode referir a seu cliente. O senhor não foi convocado para testemunha e nem para opinar nesta comissão”, afirmou  Mauri da JL. 

Em seguida, Mauri da JL destacou que Fernando Breno estava no local por força de mandado judicial, e não por livre e espontânea vontade. A declaração gerou reação imediata do ex-presidente do CISALP, que alegou ter recebido em sua casa um pedido da Câmara Municipal. 

“Foi por livre e espontânea vontade, sim. Chegou em minha casa um pedido da Câmara; não fui intimado de ordem judicial nenhuma. Foi um convite, não teve intimação para mim”, ressaltou Fernando Breno. 

Logo após a fala de Fernando Breno, o advogado interferiu novamente e disse que Mauri estaria mentindo. Diante disso, o presidente da CPI afirmou que daria voz de prisão caso o advogado continuasse a intervir. O advogado, por sua vez, disse que registraria boletim de ocorrência por intimidação.

“Não estou entendendo por que o presidente está nervoso. Já respondi quase 20 perguntas e responderei quantas forem precisas. Não estou aqui de brincadeira, mas preciso ser tratado com respeito”, rebateu Fernando.